Obra

SACI – Em janeiro de 1917, o Estadinho, apelido da edição vespertina do O Estado de SP, lançava “uma série de estudos em que todos são chamados a colaborar. Abre um inquérito ou “enquête” como diz o Trianon na sua meia língua. Sobre o futuro presidente da República? Não. Sobre o Saci.”

Ele justifica a iniciativa dizendo que um ensaio sobre o Saci terminaria na imposição de um ponto de vista. “No inquérito, todos falam, o estilo varia, o pitoresco aumenta”. O livro recolhe depoimentos em prosa, em verso, até em música.
“Quando o vento remexe do terreiro
A poeira que nos ares rodopia
De rosto empipocado, mas brejeiro,
O saci dá cambalhotas e assobia.”

O livro, explica Lobato, tem o mérito de fixar um momento da vida duma superstição popular. Como tudo, as superstições evoluem, determinadas pelo ambiente e pelas variações etnológicas. Nascem, crescem e não morrem…
Ainda segundo Lobato, “este livro significa um pouco mais do que parece ao primeiro relance. Revela o onde e o como se hão de buscar os elementos de estudo e compreensão de nós próprios. Até hoje seguimos a senda oposta. Para fazer um fato novo, tomamos a medida a um habitante da lua. Nunca nos vemos a nós, e todos os nossos males embicam nesse erro. O País cindiu-se em duas zonas sociais. A zona plagiária, e a outra”. A plagiária é a que vive dos modismos importados de outros povos mais desenvolvidos em vez de fazer aqui o que lá fizeram para se desenvolver.
É a primeira experiência de Lobato como editor. Ele mesmo produziu, diagramou, ilustrou, e pagou a edição com recursos próprios. Foi também seu primeiro êxito literário. O livro esgotou num instante e lhe deu ensejo para lançar o segundo livro: Urupês. A primeira e única edição do Saci, esgotada, é hoje uma raridade.

 

URUPÊS – Esse livro de contos, considerado por muito como a obra-prima de Monteiro Lobato, tornou-se um clássico da literatura brasileira. É um fenômeno sem precedente que provoca um terremoto literário, outro sociológico e outro político. A primeira edição, lançada em 1918 foi toda ilustrada pelo próprio Lobato.
Junto com Saci, constitui a primeira experiência e também o primeiro êxito editorial de Lobato, financiada com recursos próprios.
A terceira edição, em 1919, esgotou-se rapidamente devido a uma longa referência ao personagem central do livro feita por Rui Barbosa, o que ensejou uma quarta edição. Lobato brinca com o idioma, adota o vocabulário doméstico do interior de São Paulo, cria palavras novas – como por exemplo, “matracolejando gargalhadas” – muitas das quais estão hoje nos dicionários. São vários contos retratando aspectos da realidade brasileira nos quais denuncia, numa linguagem vigorosa, o drama da exclusão social que ainda persiste no Brasil pós Lobato. Velha Praga é uma reportagem sobre os grandes incêndios produzindo estragos na lavoura e na economia do País comparáveis a uma grande guerra. Buscando culpa refere-se ao nosso caboclo como “funesto parasita da terra… inadaptável à civilização”. Em Urupês ele contrapõe aos heróis da literatura indigenista o caboclo, o pobre Jeca Tatu, indiferente ao desenvolvimento do País. O livro provocou muita polêmica por seu conteúdo racista. Lobato mais tarde reconheceu que o retrato do caboclo era injusto, que a culpa não era do Jeca mas sim daqueles responsáveis pela sua miséria e abandono.

Contos: Os faroleiros – O engraçado arrependido – A colcha de retalhos – A vingança da peroba – Um suplício moderno – Meu conto de Maupassant – Pollice verso – Bucólica – O mata-pau – Boca torta – O comprador de fazendas – O estigma – Velha Praga – Urupês

 

CIDADES MORTAS – Foi publicado originalmente em 1919 numa edição da Revista do Brasil. Reúne os primeiros escritos de Lobato, ainda estudante em Taubaté, e contos que escreveu antes de seguir para os Estados Unidos para ocupar um posto no Consulado brasileiro em Nova Iorque. Mostra o Brasil de duas épocas porém com os mesmos problemas, onde os políticos não têm a menor preocupação social.
Nos contos transparece a transição na agricultura brasileira provocada pela grande crise do café ocorrida em 1929. É um retrato bem nítido do que era São Paulo nos anos 20.
Contos: Cidades mortas – A vida em Oblivion – Os perturbadores do silêncio – Vidinha ociosa – Cavalinhos – Noite de São João – O pito do reverendo – Pedro Pichorra – Cabelos compridos – O resto de onça – Porque Lopes se casou – Júri na roça – Gens ennuyeux – O fígado indiscreto – O plágio – O romance do chopin – O luzeiro agrícola – A cruz de ouro – De como quebrei a cabeça à mulher do Melo – O espião alemão – Café! Café! – Toque outra – Um homem de consciência – Anta que berra – O avô do Crispim – Era no Paraíso – Um homem honesto – O rapto – A nuvem de gafanhotos – Tragédia dum capão de pintos.

 

NEGRINHA – Muitos consideram que neste livro estão os melhores contos escritos por Lobato. Sem dúvida são os mais emotivos e que mais agradaram ao público. Alguns contos foram escritos antes de sua viagem aos Estados Unidos, outros depois do retorno. O livro contém verdadeiras preciosidades no tratamento do idioma e os personagens são mais urbanos e mais mundanos que os dos livros anteriores.
Há, de fato, contos primorosos que honram a literatura brasileira, como por exemplo a “Facada Imortal”.
Contos: A primeira edição de Negrinha continha os seguintes contos: Negrinha – Fitas da vida – O drama da geada – O bugio moqueado – O jardineiro Timóteo – O colocador de pronomes. Edições posteriores incluem: O fisco – Os negros – Barba Azul – Uma história de mil anos – Os pequeninos – A facada imortal – A policitemia de Dona Lindoca – Duas cavalgaduras – O bom marido – Marabá – Fatia de vida – A morte do Camicego – Quero ajudar o Brasil – Sete grande – Dona Expedita – Herdeiro de si mesmo.

 

 

IDÉAS DE JECA TATU – Provavelmente redigido pelo próprio Lobato, diz que “uma idéia central unifica a maioria destes artigos” …. Essa idéia é um grito de guerra em prol da nossa personalidade.
Contem Paranóia ou mistificação, uma crítica aos modernistas, diretamente a Anita Malfatti, que provocou polêmica e a ira dos amigos da pintora.
Ele não admitia que aqui se copiasse o que se produziana Europa. Queria que o “vigoroso talento” de Anita produzisse coisas mais nossas.
Anota o editor que nas numerosas paginas deste volume a terra aparece em suas ominadas expressões – o interior, a roça, a gente da roça, os costumes e comidas da roça. … Em Idéias de Jeca Tatu, “Monteiro Lobato aparece em mangas de camisa, integralmente ele próprio no pensamento e no modo de expressá-lo – vivo, alegre, brincalhão e com a ironia às vezes levada até à crueldade”.
Escritos: A caricatura no Brasil – A criação do estilo – A questão do estilo – Ainda o estilo – Estética oficial – A paisagem brasileira – Paranóia ou mistificação? – Pedro Américo – Almeida Júnior – A poesia de Ricardo Gonçalves – A hosteofagia – Como se formam as lendas – A estátua do Patriarca – Sara, a eterna – Curioso caso de materialização – Rondônia – Amor Imortal – O saci – Arte francesa de exportação – A mata virgem, Mr. Deibler e Zago – Em nome do silêncio – Royal-street-flush arquitetônico – As quatro asneiras de Brecheret – Arte brasileira – Antonio Parreiras – Um romancista argentino – Um grande artista – Os sertões de Mato Grosso – O Vale do Paraíba – diamante a lapidar – O rei do Congo – O rádio-motor – Hermismo – Um novo ‘frisson” – Cartas de Paris – A conquista do azoto.

 

ONDA VERDE – A primeira edição de Onda Verde saiu em 1921 pela Monteiro Lobato & Cia. São reportagens sobre a “onda verde” dos cafezais a cobrirem as terras agricultáveis de São Paulo. O Choque das raças, foi publicado em 1926, em vinte partes, no jornal A Manhã, onde era colaborador, e no final desse mesmo ano lançado em livro pela Editora Nacional.
Duas décadas mais tarde seria reeditado com o título de Presidente Negro ou O choque das raças (romance americano do ano 2.228). Em 35 foi publicado na Argentina pela Editorial Claridad. Em 1948, quando a Brasiliense editou as obras completas, juntou os dois num só volume.
Lobato escreveu O Choque pensando em lançá-lo nos Estados Unidos, porém lá acharam que era conflitivo. É seu primeiro e único romance. O que mais chama a atenção no livro é a capacidade de Lobato em desvendar o futuro. Ele mesmo diria mais tarde que os Estados Unidos que ele descreveu no livro são os Estados Unidos que ele depois ficou conhecendo.
Em A Onda Verde, descreve o papel do “grilo” na ocupação territorial de São Paulo e sua indignação com o Homo sapiens por seus crimes sociais e ecológicos, lançando um apelo a todos os animais: “Animais todos da terra, uni-vos…”
Crônicas e artigos de A Onda Verde: A onda verde – O grilo – A lua córnea – O incompreendido – Veteranos do Paraguai – Os eucaliptos – Os tangarás – O pai da guerra – Homo Sapiens – Luvas – Dramas de crueldade – Dialeto caipira – Os livros fundamentais – Condes – Uruguaiana – O dicionário brasileiro – O 22 da Marajó – A arte americana.

O ESCÂNDALO DO PETRÓLEO – O Escândalo do Petróleo foi escrito e publicado em 5 de agosto de 1936 pela Editora Nacional. Os cinco mil exemplares sumiram como pão quente. Em 14 de agosto soltaram uma Segunda edição com mais cinco mil que também desapareceram, levando os editores a lançar a terceira edição com dez mil exemplares.
O livro tinha uma dedicatória às Forças Armadas brasileiras dizendo: “Exércitos, marinhas, dinheiro e mesmo populações inteiras nada valem diante da falta de petróleo”. O livro é um protesto indignado contra a burocracia federal que “não perfura, nem deixa que se perfure” para encontrar petróleo, e uma denúncia à ação das grandes empresas estrangeiras assim como a submissão de nossas elites aos interesses delas. Quando reunido nas obras completas da Brasiliense esse livro já estava na sua décima edição.
O Ferro completa esse volume com o relato da luta de Lobato para o uso de solução brasileiras para a exploração do minério do ferro. Para ele, Volta Redonda não era a solução mais apropriada e defendia que o grande futuro da nossa siderurgia estava na redução dos óxidos de ferro em baixa temperatura. A primeira edição desse livro é de 1931 e foi outro grande sucesso de vendas.
No prefácio do volume que reúne esses dois livros, o editor, Caio Prado Jr., destaca que “o seu pensamento (de Lobato) não ficou pairando no mundo dos sonhos e dos projetos e prédicas. Transformou-se em ação; e seu ideal de melhorar a sorte do povo brasileiro, de regenerar o seu Jeca Tatu, materializou-se num negócio de grandes perspectivas e amplas possibilidades”.

 

MISTER SLANG E O BRASIL PROBLEMA VITAL – A primeira edição de Mister Slang e o Brasil – colóquios com o inglês da Tijuca -, foi publicada pela Editora Nacional em 1927. Slang é o velho inglês que em longos bate-papos com um carioca vai tecendo críticas ao modo de governar brasileiro e denúncias aos males da ditadura de Bernardes…
Problema Vital reúne série de artigos publicados no Estado de SP em 1918 e tem como epígrafe: “O Jeca não é assim: está assim”. Aqui Lobato resgata a figura do caboclo e reafirma sua fé no brasileiro impedido de construir uma grande nação por uma elite predadora. Suas denúncias sobre o estado da saúde do povo provocaram grande repercussão na opinião pública obrigando o governo a adotar providências.
Sumário: 1º parte, Mr Slang – advertência – Da balbúrdia de idéias – Da maçaroca – De outras opiniões do Manoel – Do cruzeiro e outras miudezas – Do carpinteiro de Southdown – Do período ciclônico – Da indústria da repressão – Da camisola de força – Da proteção à incompetência – Do capítulo que faltou – Da Estrada Alegre – Dos direitos imorais – Do prasitismo camuflado – Da cabeça e da mão – Da importação de cérebro – De frutas e livros – Dos ladrões – Do suplício da senatoria – Das elites – Dos trinta homens – Nota final. 2º parte, Opiniões – Psicologia do jornal – Audiências públicas – O padrão – A moeda de borracha – Gânglios pensantes – A cegueira naval – Loucura – Guerra do livro – Artur Neiva – Resignação – A morte do livro – A desencostada – Assessores – Vacas magras e gordas – A maravilha do Calabouço – O quarto poder – Honni soit. 3º parte, Problema Vital – A ação de Osvaldo Cruz – Dezessete milhões de opilados – Três milhões de idiotas – Dez milhões de impaludados – Diagnóstico – Reflexos morais – Primeiro passo – Déficit econômico, função do déficit da saúde – Um fato – A fraude bromatológica – Início de ação – Iguape – A casa rural – As grandes possibilidades dos países quentes – Jeca Tatu.

 

AMÉRICA – Neste livro Lobato revive o personagem inglês Mr Slang e com ele percorre os Estados Unidos, mostrando a pujança daquele país, tecendo comparações, buscando soluções que possam servir para tirar o Brasil do atraso. Depois de passar 4 anos nos Estados Unidos, Lobato volta ao Brasil para dedicar-se inteiramente a lutar pelo petróleo e pelo ferro. A primeira edição foi lançada pela Editora Nacional em 1932.

 

 

MUNDO DA LUA E MISCELÂNEA – A primeira edição de Mundo da Lua saiu em 1923 e reúne uns escritos de Lobato em um diário de sua juventude. Na edição das obras completas, foram acrescentados outros escritos posteriores e que ajudam a compreender a mocidade do autor. Miscelânea, também acrescentado a esse volume contem série de artigos sobre pessoas e impressões sobre viagens pelo interior do Brasil.
Sumário: Primeira parte, Mundo da lua – trechos de um diário. Segunda parte, Fragmentos – trechos de um diário. Terceira parte, Miscelânea – Traduções – Processos americanos – Primeiro amor – A dourorice – Alice in the Wonderland – O segredo de bem escrever – Fim do esoterismo científico – Pearl Harbour – Pelo Triângulo Mineiro – Paulo Setúbal – Moeda aregressiva – La moneda rescindible – Planalto – Um romance que prenuncia outro – De São Paulo a Cuiabá – A cidade dos pobres – Júlio César da Silva – Apelo aos nossos operários – A geada – Mais estradas – Jesting Pilate – Quem é esse Kipling? Machado de Assis.

 

 

A BARCA DE GLEYRE – Com a epígrafe “Quarenta anos de correspondência literária entre Monteiro Lobato e Godofredo Rangel. Vai de 1903 a 1948. O próprio Lobato se espanta: “quarenta anos do mesmo amigo e mesmo assunto, que fidelidade… E a conseqüência foi se tornarem uma raríssima curiosidade”. Lançada em 1943 é a última obre de Lobato na Editora Nacional.
O autor explica que carta não é literatura, é algo à margem da literatura… Porque literatura é uma atitude – é a nossa atitude diante desse monstro chamado público, para o qual o respeito humano nos manda mentir com elegância, arte, pronomes no lugar e sem um só verbo que discorde do sujeito. O próprio gênero memórias é uma atitude: o memorando pinta-se ali como quer ser visto pelos pósteros – até Rouseaau fez assim – até Casanova…. Mas cartas não… Carta é conversa com um amigo, é um duo – e é nos duos que está o mínimo de mentira humana.
 
PREFÁCIO E ENTREVISTAS – O enorme sucesso de Lobato como escritor o fazia ser constantemente procurado por intelectuais e escritores que queriam associar seus nomes ao de Lobato para conquistar o público, e por jornalistas de todas as partes, principalmente durante a ditadura. Lobato dizia que se responsabilizava unicamente pelas entrevistas escritas de seu próprio punho. Como nunca estava satisfeito com as versões publicadas, parou de receber jornalistas.
Esse volume, com prefácio de Marina de Andrade Procópio de Carvalho, reúne 20 prefácios e 17 entrevistas.
Sumário: prefácio de Marina de Andrade Procópio – Prefácios (para os seguintes livros): Ipês, de Ricardo Gonçalves – Antologia de contos humorísticos – Seleta de contos brasileiros, organizada por Lee Hamilton – Contas de capiá, de Nhô Bento – Éramos seis, da Sra. Leandro Dupré – Luta pelo petróleo, de Essad Bey – Aspectos de nossa economia rural, de Paulo Pinto de Carvalho – Diretrizes para uma política rural e econômica, de Paulo Pinto de Carvalho – Nos bastidores da literatura, de Nelson Palma Travassos – Serpentes em crise, de Afrânio do Amaral – Nós e o universo, de Urbano Pereira – Bio-perspectivas, de Renato Kehl – Gilberto Freyre, de Diogo de Melo Menezes – Cartas para outros mundos, de Álvaro Eston – O pecado original, de Rocha Ferreira – Falam os escritores, de Silveira Peixoto – A sabedoria e o destino, de Maurice Maeterlinck – Uma revolução econômico-social, de Otaviano Alves de Lima – Prefácio de paraninfo na formatura de contadores de uma escola de comércio – carta-prefácio aos Poemas atômicos, de Cesídio Ambrogi. Entrevistas: O Brasil às portas da maior crise de sua história – Inglaterra e Brasil – Um governo deve sair do povo como o fumo sai da fogueira – Entrevista com Silveira Peixoto – Resposta a uma “enquete” da Mocidade Paulista – Faz vinte e cinco anos… – Monteiro Lobato fala sobre o problema judaico e outros assuntos – Insultos ao Brasil – Eu sou um homem sem função – Entrevista ao Correio Paulistano sobre a beca na Academia Paulista de Letras – As orelhas de Vasco da Gama – Lobato, editor revolucionário – Monteiro Lobato na torre de marfim – Um mundo sem roupa suja … Que fazer da Alemanha depois da guerra? – Quando era proibido entrevistar Monteiro Lobato.
CONFERÊNCIAS, ARTIGOS E CRÔNICAS – Reúne, segundo os editores, uma pequena parte da colaboração de Monteiro Lobato espalhada por jornais e revistas do País, ou apenas divulgada em pequenos folhetos, além de alguns textos inéditos. Da leitura desse volume, os leitores podem ter uma visão mais rica da ação de Lobato nos variados setores para onde convergiu seu talento.
Sumário: Prefácio – Conferência em Ubatuba – Conferência em Belo Horizonte – Prefácio a “No Silêncio” – Prefácio a “Minha vida e minha obra”- Sobre poesia e poetas I, II, III – Vida Ociosa – Discurso de agradecimento – Saudação a Horácio Quiroga – Torpilhar – O teatro brasileiro – Fantasia – O mais velho dos escultores: O acaso – Pedro Alexandrinho – O doutor Quirino – O cigarro do Padre Chico – A evolução das idéias argentinas – A hora perigosa – A glória – Estradas de rodagem – São Paulo e o Brasil – Reconstruir a casa – Como países se suicidam – A nossa doença – Confissões ingênuas – Fradique Mendes – Eu tomo o sol – A criança é a humanidade de amanhã – Mensagem à mocidade do Brasil – De quem é o petróleo da Bahia? – Georgismo e Comunismo – O planejamento do futuro – O visconde científico – História do rei vesgo – Entrevista coletiva – Zé Brasil – A última entrevista.
LITERATURA DO MINARETE – O “Minarete” era o nome que Lobato e seu grupo de amigos mais chegados davam ao chalé onde realizavam suas tertúlias. Depois serviu para batizar um jornal que seu amigo Benjamim Pinheiro lançou em Pindamonhangaba, onde todos colaboravam. O editor reuniu nesse volume das obras completas os textos que Lobato publicara em diversos jornaisinhos na juventude enquanto estudante de direito.
Sumário: Outrora e Hoje – Juro! – A cor – O charuto – Rubis – Tio Pedrosa – Falta de assunto – Os lambe-feras – Da janela – Fragmento – Como se escreve um conto – A todo transe – A fuga dos ideais – Crônicas teatrais – Tão ingênua! – Diário dum esquisitão – Memórias de um velho – Assombro – Psicologia do sono – Futebol – Na roleta – En Tigelópolis – Sara Bernhardt – Um Giles moderno – A poesia japonesa – O queijo de Minas ou História de um nó cego – Filosofias – Em casa de Fídias – Duas dançarinas.
CARTAS ESCOLHIDAS – Em dois volumes, com prefácio de Edgard Cavalheiro, reúne farta correspondência de Lobato, desde 1895 até 1948. Ao incorporar essas cartas às obras completas os editores quiseram ampliar os subsídios para a compreensão do homem e do escritor. Nas palavras de Edgard Carvalheiro – “Que as novas gerações extraiam destas páginas as lições que elas encerram. Nada do grande homem é sonegado nestas cartas. Elas refletem uma personalidade realmente invulgar. E despida de todo o aparato das biografias. O homem-Lobato está vivo, palpitante, nestes volumes”.

3 Comentarios

  1. EU ADORO O MONTEIRO LOBATO E OS DESENHOS TAMBEM EU GOSTO DA EMILIA , TIA NASTACIA , PEDRINHO , DONA BENTA , NARIZINHO


  2. luottoa
    jan 20, 2015

    luottoa

    Francisco

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